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São
Paulo, 06
de dezembro de 2006 |
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Mesmo
sem obrigatoriedade, firmas nacionais aderem à lei |
Pesquisa
da Adviser revela que mesmo empresas não auditadas pela SOX já fizeram
adaptação. Em vigor há quatro anos, a lei americana Sarbanes-Oxley
(conhecida como SOX) mudou o comportamento das empresas brasileiras, que
começam a ver os benefícios e vantagens da norma. Esta é a posição das
companhias que participaram de um estudo sobre qualidade em governança
corporativa da empresa realizado pela Adviser
companhia de auditoria, consultoria e contabilidade. A coordenadora de
consultoria econômica da Adviser, Roberta Zara, conta que a pesquisa
realizada com quatro multinacionais -SKF do Brasil Westlock Tyco Dinaço,
Veólia Water Systems Brasil-, mostrou que as companhias estão mais seguras
no que se refere ao controle de informações internas, segurança fiscal,
confiabilidade e transparência. "Todas as empresas ouvidas ainda não
foram auditadas pelo padrão SOX, mas já se anteciparam à lei", diz. "A
conclusão é que observaram uma burocracia antes para se adequarem, mas
vêem a luz no fim do túnel quando já estão acostumadas."
A pesquisa, composta de cinco perguntas, foi distribuída a 10
profissionais (nível de direção) que estavam diretamente ligados ao
processo de implementação e adequação à SOX. Quando perguntadas porque
sua empresa foi escolhida para implementar a lei, 70% disseram que foi
determinação da matriz, 20% entendem que é para assegurar a veracidade das
transações financeiras e 10% entendem que está relacionado ao crescimento
das exportações para os Estados Unidos e à própria estratégia do grupo. Em
relação à maior dificuldade que a empresa encontrou para se adaptar à lei,
30% disse que foi o entendimento da própria lei e a necessidade de
mudanças que impactavam, muitas vezes, com a atual cultura da empresa.
Outros 30% afirmaram que a maior dificuldade estava em fornecer e
providenciar a documentação que passou a ser exigida pela norma. E 20%
disseram acreditar ter sido a falta de recursos, distribuição das
atividades, falta de informação e liderança. Consultor da KPMG, André
Coutinho, ressalta empresas que querem lançar ações na bolsa de valores de
Nova York precisam se adequar à Sarbanes-Oxley.
"Não há alternativa. É dura, mas há um benefício que poucas empresas
enxergam", diz Coutinho. Para ele, a implementação de regras de conduta
com base na SOX é vital para o crescimento de uma companhia. "As empresas
que ainda não se adequaram terão que fazê-lo, mesmo as que ainda não têm
intenção de serem IPOs vão adotar padrão de
qualidade e transparência". Benefícios a longo
prazo: Segundo as empresas que estão em processo de adaptação à
SOX, a norma norte-americana deve trazer benefícios a longo prazo.
"Mostra-se um pouco trabalhosa por conta dos trâmites burocráticos de
adequação. Mas, ao término do processo, o trabalho da empresa fica mais
prático e fácil", explica o controller regional Tyco Dinaço, Francisco
Roberto Correa. A coordenadora de RH da SKF do Brasil, Solange Carrinho,
concorda com o executivo. "Após todo o trâmite é a que luz chega ao
altar", diz.
Fonte:
Gazeta
Mercantil / Caderno A - Pág. 10
Marcelo
Teixeira Cossalter
teixeira@rcsauditores.com.br
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