|
São
Paulo, 12 de abril de
2006 |
|
Fecomercio-SP propõe apenas dois
tributos |
A Federação do
Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) defende um corte radical nos
gastos da máquina pública por meio da ampliação da Desvinculação
Temporária de Recursos da União (DRU) de 20% para 40%, além de uma
flexibilização dos limites mínimos para gastos com educação e
saúde.
Segundo o reportagem do Valor Econômico, a pedido da
Fecomercio, economistas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
(Fipe) realizaram um estudo e apresentaram na última segunda-feira (03/04)
em São Paulo uma proposta de reforma tributária. Reforma que, a princípio,
só poderá se realizar a partir do momento em que a relação dívida/PIB cair
dos atuais 57% para menos do que 30% do PIB. O que, segundo eles,
significa que a reforma poderá ocorrer a partir do quinto ano após uma
reforma da Previdência e de um choque de gestão propostos.
A
sugestão da Fecomercio consiste em fazer com o que o Brasil tenha apenas
dois impostos: um sobre a renda e outro sobre o consumo. A reforma deveria
ser feita em duas partes. Na primeira, os impostos como ICMS, IPI, ISS,
Pis/Pasep, Cofins e Simples seriam substituídos por um imposto de valor
agregado (IVA) com alíquota de 12%. Com isso, a guerra fiscal entre
estados seria extinta. Na segunda parte, os alvos seriam o Imposto de
Renda (IR), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e as
contribuições à Previdência. Todos seriam unificados em um IR com alíquota
de 17%, sem abatimento, dedução, redução ou isenção.
Os efeitos
dessa reforma tributária, de acordo com o estudo da Fipe, seriam
abrangentes, beneficiando desde as famílias de baixa renda até empresários
que queiram investir no setor produtivo. A Fecomercio espera que a carga
tributária possa ser reduzida de 37% do PIB para 28%. Já os preços dos
produtos brasileiros poderiam cair, em média, 19%. No caso dos gastos com
habitação, a variação de preços poderia ser negativa em 23,3 pontos
percentuais, já que se trocaria a atual carga de tributos indiretos
(31,5%) para o IVA de 12%.
Segundo o estudo, a elevação da renda
disponível das famílias brasileiras que ganham até dois salários mínimos
ficaria entre 30% e 40%. Já para as mais ricas, que ganham acima de trinta
mínimos, o aumento de renda seria de 5%. Por outro lado, a receita
tributária ficaria 24% menor, o que para os economistas da Fipe não seria
problema, uma vez que o gasto público já teria sido bastante
reduzido.
Ainda de acordo com o estudo, se nada for feito e os
gastos da União continuarem a crescer nas taxas atuais, a carga tributária
do Brasil pulará de 38% do PIB para 54% nos próximos vinte anos – hoje, as
despesas já estão 25% acima da média internacional.
Fonte:
PEGN
Hugo Amano
http://correio.ns1.com.br/webmail/newmsg.php?sid={443E45C658C72-443E45C65DAB9-1144931782}&tid=2&lid=15&to=hugo@rcsauditores.com.br
|
Para
mais informações: (11)
3045-5885 |

|