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Dirigentes
da Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediram a intervenção do
ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva não vete o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que cria o
Refis 3 — programa de recuperação fiscal que permite o parcelamento de
tributos federais em condições mais
favoráveis. Os
empresários disseram que o novo Refis é fundamental, pois 80% das empresas
têm problemas com passivos tributários. “O veto não seria bom para o
País”, disse o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo
(Fiesp), Paulo Skaf. Segundo ele, setores como agricultura, calçados,
móveis, têxtil e confecções estão passando por
dificuldades. Para Skaf,
o projeto aprovado não é um Refis 3, mas a reabertura do Refis 1, que foi
o primeiro programa de parcelamento de dívidas, em 2000. Ele se irritou
quando um jornalista disse que o Refis 1 tinha sido “uma mãe” para as
empresas. “Se fosse uma mãe, não teriam ficado tão poucas empresas no
programa. É sua opinião”, disse Skaf. O
presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, disse que ficou com a impressão
de que não há posição definida de veto do Refis 3. Segundo ele, os
empresários pediram a Mantega novas medidas de desoneração tributária dos
investimentos, com redução do prazo de compensação dos tributos.
Questionado pela imprensa se haveria espaço já para novas medidas, Mantega
foi lacônico: “No futuro”. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid,
já disse em diversas oportunidade que é contra o projeto, pois “penaliza o
empresário adimplente”. Fonte:
Agência Estado Hugo
Amano
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