São Paulo, 29 de junho de 2006          

 

Empresários pedem manutenção do Refis 3

  

Dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediram a intervenção do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vete o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que cria o Refis 3 — programa de recuperação fiscal que permite o parcelamento de tributos federais em condições mais favoráveis.

Os empresários disseram que o novo Refis é fundamental, pois 80% das empresas têm problemas com passivos tributários. “O veto não seria bom para o País”, disse o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Segundo ele, setores como agricultura, calçados, móveis, têxtil e confecções estão passando por dificuldades.

Para Skaf, o projeto aprovado não é um Refis 3, mas a reabertura do Refis 1, que foi o primeiro programa de parcelamento de dívidas, em 2000. Ele se irritou quando um jornalista disse que o Refis 1 tinha sido “uma mãe” para as empresas. “Se fosse uma mãe, não teriam ficado tão poucas empresas no programa. É sua opinião”, disse Skaf.

O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, disse que ficou com a impressão de que não há posição definida de veto do Refis 3. Segundo ele, os empresários pediram a Mantega novas medidas de desoneração tributária dos investimentos, com redução do prazo de compensação dos tributos. Questionado pela imprensa se haveria espaço já para novas medidas, Mantega foi lacônico: “No futuro”. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, já disse em diversas oportunidade que é contra o projeto, pois “penaliza o empresário adimplente”.

 

Fonte: Agência Estado

 

Hugo Amano 

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