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As elevadas taxas de juros, que costumavam ocupar o segundo lugar da lista, caíram este trimestre para o terceiro lugar e foram citadas por 46% dos consultados. Para essa mudança de percepção, contribuiu a decisão do Banco Central (BC) de prosseguir, durante este ano, com sua política de redução gradual dos juros. A taxa básica de juros (Selic), que em setembro se situava em 19,75% anuais, caiu para 15,75% em abril, seu nível mais baixo dos últimos cinco anos, apesar de ainda se incluir entre as mais altas do mundo. A segunda maior preocupação dos grandes industriais brasileiros agora é a taxa de câmbio (citada por 49% dos entrevistados), uma vez que a acentuada depreciação do dólar tornou as exportações brasileiras menos competitivas e encareceu os custos de produção. DesempregoA cotação do dólar caiu para cerca de R$ 2,06 na semana passada, seu menor valor nos últimos cinco anos. Tal depreciação foi citada pela Volkswagen do Brasil como decisiva do plano de reestruturação que a empresa realizará este ano, e que significará a perda de cerca de seis mil postos de trabalho. "A crescente apreciação do real vem reduzindo a rentabilidade das empresas exportadoras, que são em sua maioria as de grande porte", segundo o estudo da Confederação. Na lista de maiores preocupações das grandes indústrias também se destacam a forte concorrência do mercado (34%), a falta de demanda (29%) e o alto custo das matérias-primas (21%). CâmbioPara os pequenos e médios industriais, a lista também é liderada pela alta carga tributária (citada por 68% dos entrevistados), mas em seguida fica a forte concorrência (42%), a falta de demanda (39%), as altas taxas de juros (39%) e a falta de capital de giro (24%). Já a taxa de câmbio fica apenas no sexto lugar, com 19%. Quanto à expectativa para os próximos seis meses, os industriais acham que as exportações continuarão caindo, que as vendas internas crescerão levemente e que o nível de emprego se manterá estável. A pesquisa também mostrou que "as pequenas e médias indústrias não conseguiram acompanhar a recuperação da atividade atingida pelas grandes empresas". Enquanto as grandes indústrias registraram um leve aumento da produção entre janeiro e março em relação ao trimestre anterior, as pequenas e médias sofreram uma redução de sua atividade, de suas vendas e do número de empregados contratados. Fonte: Tribuna da
Imprensa Hugo Amano
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